ᴴᴰ Neurocirurgia: Hematoma epidural | Medicina é

O hematoma epidural é o acúmulo de sangue entre a dura-máter (membrana que reveste o cérebro) e o crânio. Este hematoma é tipicamente causado por um trauma agudo na cabeça que rompe a artéria meníngea média.

Hematoma epidural tem sua localização mais frequente a nível do lobo temporal, entre o osso e a dura-máter. Deve-se à ruptura da artéria meníngea média, geralmente por uma fratura do osso temporal. A artéria corre na face externa da dura, alojada em um sulco da tábua interna do osso. A fratura pode pinçar ou cortar a artéria, originando o hematoma.
Portanto, a artéria meníngea média percorre o espaço virtual entre a dura-máter (meninge mais externa e espessa) e o osso temporal. A rotura da artéria meníngea em traumatismos de crânio é relativamente comum em fraturas do osso temporal e pode provocar o aparecimento de hemorragia local.

O paciente com hematoma epidural pode apresentar perda de consciência com recuperação após alguns minutos ou horas. Porém, posteriormente, o paciente sofre deterioração mental e coma.
Se não tratado, pode causar danos neurológicos irreversíveis, aumento da pressão sanguínea, problemas respiratórios e morte.

Às vezes os sintomas são de início imediato, geralmente em forma de dor de cabeça intensa, mas também podem demorar várias horas. Em alguns casos, a dor de cabeça cede para reaparecer com mais intensidade ao fim de algumas horas; é possível que então se acompanhe de um estado progressivo caracterizado por confusão, sonolência, paralisia, colapso e coma profundo. As alterações neurológicas específicas são anisocoria, midríase bilateral, intervalo lúcido e coma imediato. Outros sintomas são cefaleia, vômitos e convulsão.

O hematoma epidural é diagnosticado através da Tomografia Computadorizada.
Por se originarem geralmente de sangramento arterial, podem aumentar de volume rapidamente, de modo que a indicação cirúrgica deve ser agressiva. Pelo risco de descompensação súbita, os hematomas epidurais localizados na fossa média ou na fossa posterior devem ser drenados mesmo quando pequenos ou assintomáticos. Em outras localizações, quando o desvio das estruturas medianas (linha média) for inferior a 5mm, volume for inferior a 30 cm3 e espessura inferior a 1cm, a conduta pode ser conservadora, porém considerar que a fase de reexpansão do hematoma pode variar de 6 a 15 dias.

Os objetivos da cirurgia são: remover o coágulo para diminuir a pressão intracraniana e eliminar a pressão direta no cérebro, parar o sangramento e prevenir um novo hematoma.

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